Assaltos a ourivesarias

Actualmente, estamos a viver a paranóia dos assaltos mas, o que é preocupante não é a doença mas sim  o que a origina. Há alguns anos para cá, tem-se verificado o aumento da criminalidade numa área específica, o ramo de ourivesaria. Apesar do empenho e acções permanentes das nossas polícias, são poucos os resultados. As ourivesarias são assaltadas a qualquer hora do dia sendo geralmente as perdas do trabalho de uma vida, sem seguros, porque as seguradoras recusam-se a fazer os seguros necessários, para além de estarem a enviar cartas a outros comerciantes a cancelarem unilateralmente os contratos! Esta é outra forma de assalto. O que está a acontecer vai para além de todas as especulações ou especulando um pouco mais e porque de outra forma não pode ser dito no meio algo sombrio que é o comércio de ouro, onde a perfídia é constante e a amizade é uma palavra que não consta no dicionário dos comerciantes e corretores de ourivesaria, é pois natural, mesmo muito natural, que essa “guerra” tenha adquirido novas formas e o comentário surdo mas uníssono é de que os assaltos não são mais do que encomendas. As lojas não saem do sítio, qualquer “ladrãozeco” as vê mas só quem lá entra é que sabe e/ou conhece as fraquezas das mesmas. Agora quanto aos vendedores, a história aí é outra, são pessoas que estão um pouco por todo o lado, mas nunca no mesmo sítio à mesma hora, a menos que seja imprudente ou ignorante. São poucos os que sabem para onde vão os vendedores quando algum é assaltado.

Assim sendo, actualmente são constantes as notícias de furtos e roubos em ourivesarias.

No que respeita aos furtos, existem dois tipos: aqueles que ocorrem durante a noite e que implicam o arrombamento das portas da ourivesaria e os que são feitos à luz do dia, sem que o funcionário se aperceba.
Estes últimos são também realizados em grupo de duas ou três pessoas, que entram na loja separadamente e, enquanto uma delas distrai o funcionário para um artigo específico, a outra ou as outras retiram os artigos dos expositores e colocam-nos em bolsos falsos no vestuário ou nas carteiras.
Já o roubo nas ourivesarias, é precedido de um reconhecimento ao local, sendo efectuado, em regra, por um grupo de dois ou três indivíduos (um deles normalmente aguarda numa viatura no exterior), enquanto o (s) restante (s) aborda (m) os funcionários dos estabelecimentos, obrigando-os a colaborar. Tudo se passa no espaço de minutos, após a imobilização de funcionários e clientes, esvaziam-se as montras e expositores, seguindo-se a retirada do local.

Os momentos mais críticos e com maior risco ocorrem durante o trajecto entre a residência e o local de trabalho, na abertura da loja, na preparação e no arranjo das vitrinas, na venda, no encerramento da loja, na guarda das chaves ou no acesso e permanência no estabelecimento do pessoal de limpeza e manutenção.

 

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