Criminalidade nacional

O que leva os estrangeiros a ingressar no mundo do crime?

Antes de mais, os estrangeiros superam os portugueses em termos de proporção de homens e de jovens, registando ainda maior proporção de solteiros, menor integração em núcleos familiares e menor religiosidade que os residentes nacionais. Acresce que a sua é também uma existência atravessada por contradições que não deixarão de imprimir a sua marca: por um lado, apresentam habilitações escolares superiores às dos portugueses mas, por outro, têm uma integração económica aquém das expectativas que essas habilitações tenderiam a gerar se o funcionamento do mercado de trabalho fosse meritocrático. Trabalham sobretudo na construção e restauração, como empregados por conta de outrem em funções pouco qualificadas. Não apenas estão claramente mais dependentes do trabalho para ganhar a vida, como trabalham mais duro do que é legal exigir-se-lhes e fazem deslocações pendulares mais demoradas. Vivem, sem grande privacidade, em casas demasiado pequenas e lotadas, das quais não são proprietários e que pagam mais caras do que os portugueses. Há pois uma clara desigualdade, entre portugueses e estrangeiros, nas condições de partida para os percursos de vida que poderão, ou não, vir a desembocar no crime.

 

Muita coisa tem que mudar no nosso país…

Os crimes violentos continuam a aumentar em Portugal. Nos primeiros seis meses do ano, o “carjacking”, os assaltos à mão armada a bancos, postos de combustível, ourivesarias e farmácias aumentaram muito significativamente.

Para se perceber o fenómeno da criminalidade que está a atacar em força em Portugal, é preciso voltar atrás no tempo, às medidas implementadas com o acordo de Chenguen para o controlo de fronteiras e outros acessos.

O ritmo a que vivemos, o desemprego vigente, as assimetrias sociais, a proliferação de comunidades que existem no nosso território, a facilidade de circulação dos indivíduos, as condições de trabalho das nossas forças de segurança, cara aos novos métodos e sistemas com que somos confrontados, são a génese de um surto criminal desta natureza.

Se entretanto lhe adicionarmos a crise económica que percorre o mundo, sobretudo em alguns países continentalmente muito próximos, cujos níveis de formação tecnológica extremamente elevados, são agora inúteis a especialistas desempregados, mais a impossibilidade em controlar a entrada de armas e outras substâncias, só precisamos de lhe juntar o facto de o Euro ser uma moeda muito forte e usada livremente, para termos  um cocktail de  factores mais do que suficientes, que fazem de nós um alvo preferencial.

Soluções? Inúmeras, mas todas elas servem apenas de paliativos a esta avalanche de ocorrências criminais cada vez mais violentas, porque a verdadeira solução, essa está na reorganização das nossas forças de segurança, num forte investimento em meios que permitam respostas em igualdade de circunstâncias ou até mesmo em vantagem, sobre a criminalidade e os seus métodos cada vez mais sofisticados.

Para completar, é urgente uma intervenção política ao nível do nosso código penal, de forma a que esta comunidade criminosa que habita entre portas ou nos visita, deixe de festejar a impunidade de que beneficia actualmente, graças às últimas alterações legislativas, que ainda hoje não percebemos, qual foi o objectivo que norteou a criação desta nova lei  penal mais Light e sobretudo com que intenção.

 

 

Criminalidade – A Prevenção

Para combater a criminalidade entre os mais jovens iria portanto, também diminuir o número de criminosos em idade adulta, devemos preocupar-nos sobretudo com a prevenção e não em tornar mais rígidas as penas para quem seja apanhado em acto criminoso.

Não é na lei que está o segredo, pois esse campo em Portugal e no que respeita a jovens é ainda muito deficiente, os jovens que são colocados em casas de correcção saem de lá ainda piores, aprendem com os mais velhos melhores formas de porem os crimes em prática, novos métodos. A problemática da pena a aplicar e dos meios de combater à criminalidade adolescente nem se deveria colocar, porque se a prevenção fosse feita em condições, se apostássemos mais verbas em prevenir a criminalidade juvenil em vez de construirmos estádios, aí talvez esta problemática nem se levantasse. Mas infelizmente preferimos viver na miséria e termos grandes estádios, e portanto há que abordar o assunto.

O combate não passa por aumentar policiamento, devia ser antes afastar os jovens do mundo do crime. Certamente sairia mais barato ao estado apostar em actividades que mantivessem os jovens afastados das ruas. Actividades essas que poderiam passar por associações estatais que desenvolvessem todo o tipo de coisas que mantivessem os jovens longe da criminalidade, actividades que ocupariam os seus tempos livres, as férias. Sempre com alguém que de certa forma lhes fosse mostrando o que é certo e errado, alguém que lhes mostrasse como aprender a viver sem terem de recorrer ao crime. Fazer uma maior aposta em colocar estes jovens em actividades desportivas, como clubes de futebol, basket, volley, etc… que poderiam ser desde clubes que competem dependentes de Federações ou até mesmo de equipas de associações de cada bairro que competissem entre si e que mostrassem que a criminalidade não é a melhor saída. Mas a solução não passa apenas por actividades desportivas, podem desenvolver-se iniciativas gratuitas para os participante em que se organizassem férias em diferentes pontos do país, idas à praia, conhecer o País, possivelmente até sair para o estrangeiro. Ver em que área em que cada um destes jovens tem mais aptidão, que pode ir desde a escrita até à pintura, e apostar neles nessas mesmas áreas, fazer exposições, teatros, editar livros, partilhar experiências entre jovens de associações de outros bairros.

No fundo, trata-se de ocupar os jovens de maneira a que não fiquem abandonados e entregues a si mesmos, logo totalmente vulneráveis a caírem no mundo da criminalidade.

Assim sendo, o segredo está na prevenção e não no combate e condenação e só quando nos aperceber-mos disso a criminalidade poderá baixar.

 

Medidas de combate

É necessário aumentar o policiamento nas ruas e alterar as leis relativas à segurança e à criminalidade por serem demasiado complexas sendo necessária uma simplificação das mesmas. Também, se deve referir as políticas de imigração que não estão a ser bem feitas pois 40 por cento dos homicídios a nível nacional estão relacionados com cidadãos estrangeiros. Polícias com mais poder para reprimir a criminalidade. Polícias com ordem para disparar. É necessário a implementação de programas específicos e direccionados cuja estratégia tenha como base fundamental a valorização das iniciativas dos jovens, a adequação de projectos de formação profissional, respeito pelos valores culturais e morais das suas comunidades

 

Consequências psicológicas existentes no criminoso

Quando um ser humano pratica um tipo de crime, desperta-se o sentimento de culpa, o arrependimento e às vezes o remorso, que o pode perseguir por toda vida.

O arrependimento é como uma forma de reabilitação. O remorso é a lamentação interior inoperante, completamente estático, que como um ácido corrói o recipiente onde é guardado, provocando a viciação mental.

 

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